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A garota acordou numa fria manhã de domingo, esgotada. A cabeça doía, sentia uma leve tontura e a boca seca indicava a ressaca da agitada noite anterior da qual nada se recordava. O quarto desarrumado evidenciava a sua falta de cuidados. Roupas, livros e papeis de anotações do curso de psicanálise, em meio a outras tralhas, somavam-se aos pelotões de bichos de pelúcia nas prateleiras e ao longo do carpete empoeirado, formando uma espécie de cenário de guerra fofinho após uma brincadeira entre crianças. Não é que fosse anti-higiênica ou suja, pelo contrário, com o lixo orgânico era bem cuidadosa, só achava um castigo ter de arrumar as coisas depois de usá-las. Ela enxugou os olhos e perscrutou o ambiente na busca por pistas de como chegara à casa, testemunhando o labirinto a ser percorrido para ir ao banheiro. A cama fora derrotada na batalha noturna de um sono inquieto e via-se que o edredom tentara bater em retirada ao perder o controle do terreno.