O Último Dia

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Roy era um desses jovens rapazes que levam a vida com um sorriso no rosto. Tinha muitos amigos, jogava basquete e frequentava casas noturnas que ofereciam um karaokê de boa qualidade. Não é que cantasse muito bem, por vezes errava as letras e desafinava, mas a grossa voz chamava a atenção das mulheres nos primeiros versos. Este talento, como gostava de descrevê-lo, rendera-lhe relacionamentos incríveis, onde pôde aprender várias coisas, apesar dos términos dolorosos. Tendo ou não compromissos, costumava acordar cedo, impondo a si mesmo a responsabilidade diária de ser produtivo e útil, ainda que isto significasse ficar acordado até tarde resolvendo as urgências que transbordavam o prazo. Nas rodas de conversas em barzinhos, ele era conhecido pelas piadas tão ridículas que era impossível não arrancar risadas, além de contá-las de um modo desafiadoramente sedutor. Por conta disso, era presença certa nas festas de aniversário e eventos sociais. As pessoas almejavam ser contaminadas pelo seu estilo de vida alegre e simples, com os quais flanava pela vida, lidando e resolvendo os contratempos surgidos pelo caminho.

Pronto. Aí está uma ótima introdução de Roy, nem muito e nem pouco: era trabalhador, esforçado, responsável, direto ao ponto, engraçado e uma companhia agradável. É óbvio que o meu amigo era muito mais que isso, mas como ele irá morrer no final dessa estória é melhor que sua personalidade não seja revelada em tantos detalhes, pois a dor de uma perda pode ser mensurada pelo quanto conhecemos da pessoa perdida. E não desejo que vocês passem pelo que eu passei…

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